E os dias se passaram. E entre pessoas que torceram, e as que tentaram atrapalhar (como uma situação chatíssima que passei com minha própria irmã, aquela mal amada), nosso relacionamento sobreviveu. Começamos a nos perguntar quando iríamos nos conhecer, afinal, já havia passado um bom tempo de papo e cotidiano virtual. Durante estes dias, muitas coisinhas de casal aconteceram, como a escolha da cor da lingerie que a Madame D (nossa madrinha!) da @dulorenbrasil me enviaria, telefonemas sagrados pela manhã pra acordar meu gato pro trabalho, refeições via web cam juntos, ser chamada pela primeira vez de "guti-guti", até enrolar bobs nos cabelos com ele me vendo, tudo muito engraçado, natural e único. A coisa começou a ficar séria...
Não me lembro quando foi a primeira vez que começamos a trocar planos pro futuro, mas sei que isso acontece da forma mais gostosa do mundo, até hoje. Me lembro da primeira vez que falamos sobre filhos. Ele jurou que vão nascer gêmeos. E já têm até nomes escolhidos: Flora e Luiz Guilherme, homenagem merecida ao pai. Dividimos como ninguém planos pro futuro: formatura, curso de fotografia, mestrado, família... Quando dei por mim, já tinha recebido um convite pra morar com ele. Simples assim. E falando em convite...
É dia 26/08/2010. E cada vez mais apaixonados, nos vemos mergulhados na necessidade de uma vida a dois. Não enxergo mais meu mundo sem o dele. Não há mais "Tatooine" sem "Naboo". Já somos um. Antes dessa data, já havia feito um pedido formal de casamento, que foi aceito por ele, seguido da frase: "o convite pra morar comigo você já tem, falta o convite oficial agora, que vai rolar quando a hora certa chegar". Estremeci. Sorriso em cada orelha. E o dia havia chegado.
Estávamos nos falando durante a ligação da noite, já tradicional. Já é coisinha de casal* nunca dormir sem se falar. Não me lembro o que eu disse antes, que nos emocionou muito, me recordo apenas de, do nada, ouví-lo falar assim: "Joice, Quer Casar Comigo?" Foi impossível não chorar feito uma tonta. Uma tonta que tinha acabado de ouvir o que o coração já sabia que ouviria. Me lembro da voz dele, todo cheio de si do outro lado: "Respira, amor! Eu te amo, sua linda!", enquanto eu tentava recompor meu fôlego e meu espírito. A resposta??? Um SIM, na hora, sonoríssimo, entre lágrimas e sorrisos emocionados, como não poderia deixar de ser.
Mesmo antes do convite, por tudo que já tínhamos passado, eu já tinha me casado com ele. Me casei com o que eu sentia desde a primeira vez que o vi. Por que eu sabia que era isso que eu tinha que fazer. Agora, eu sou uma namorada que tem em mãos um convite de casamento, já aceito. E, mais do que isso: encontrei o homem da minha vida, e nem precisaria de um convite formal, nem de um papel assinado, nem mesmo de um padre, pra ser feliz ao lado dele. E ele sabe disso.
E chega dia 28/08/2010. Completamos o primeiro mês de muito amor. Sentimento esse que nos manteve de pé todo o tempo, já que, ainda, continuávamos a não nos conhecer pessoalmente. Mas, pra nós, e por tudo que sentimos um pelo outro, isso era apenas um detalhe. Na noite desse dia, me lembro de tar ficado um pouco triste: ele foi a uma festa (até ai, problema nenhum), mas, por ter bebido um pouquinho a mais (em dias anteriores, eu havia dito a ele que cada gole de cerveja era um beijo meu; acho que ele se empolgou! rs), passou mal falando comigo ao telefone. Uma pequena decepção apenas, entre tantas alegrias que esse amor me trouxe em forma de Luiz Fernando. Até pensei em revogar o convite de casamento, mas meu coração não deixou, porque sabia que eu seria eternamente triste se eu fizesse isso comigo mesma.
Como não poderia ser diferente, o pequeno deslize foi perdoado. Afinal, quem nunca sofreu por saudade? Quem nunca quis alguém que está longe, por perto?! Essa situação foi o indício de que tinhamos que resolver essa coisa toda de distância urgentemente. Porque eu também não me aguentava mais de saudade... E não acaba por ai...
Luiz Fernando: mais que um motivo do meu blog existir, você é meu grande motivo de lutar e viver. Por você renovo minhas forças a cada dia, enfrento a tudo e todos, e até deixo meu orgulho de lado. Você me mostrou que, entre tantas mulheres que, eu nem conhecia, que eu ainda podia ter controle daquela mulher, já há muito esquecida, que merecia ser amada e desejada, de todas as formas possíveis, cada segundo da minha vida. Muito obrigada, amor! Eu te amo.
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